quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Obesidade Infantil e Atividade Física


Atendendo a gentil convite da Profa. Denise Carceroni, hoje me desviarei um pouco dos meus temas para participar de uma Postagem Coletiva sobre o tema "Obesidade", para marcar o dia 11 de Outubro - Dia Nacional de Combate à Obesidade.A obesidade há muito que deixou de ser um problema de pessoas adultas. Uma pesquisa recente da Universidade de São Paulo (USP) revelou que cresceu o número de estudantes que estão acima do peso. Levantamento com 1,4 mil jovens apontou que uma em cada quatro meninas, e um em cada três meninos está acima do peso.
Estudos realizados pela Fundação Santo André e Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, revelaram a incidência de sobrepeso e obesidade nos alunos da rede pública. Os 2.840 jovens pesquisados têm idades entre sete e 17 anos. A pesquisa concluiu que 23,5% das crianças com idade entre sete e 10 anos de 32 escolas públicas de Santo André estão fora do peso, enquanto cerca de 7% apresentam problemas de baixo peso.
Para o cardiologista Luís Atílio Losi Viana, o reflexo do sedentarismo infantil são doenças, que antes eram consideradas típicas de adultos, surgirem cada vez mais nas crianças. ”A obesidade está implicada no aparecimento de doenças que antes não víamos em crianças como hipertensão, diabetes e problemas do coração”, explica.
Ainda de acordo com Viana, muitos problemas seriam evitados com o incentivo dos pais ao esporte, pois a maioria das pessoas obesas são menos ativas do que o restante da população. O aumento da atividade física é parte muito importante no tratamento da obesidade para a redução do peso, e a atividade física adquire um papel especial em indivíduos nos quais se suspeita uma diminuição do gasto energético em repouso. Principalmente para crianças e adolescentes, atividade física deve substituir, sempre que possível, horas de televisão, videogames e computador. Pesquisas recentes mostram que a prevalência da obesidade aumentou 2% para cada hora em frente à televisão. Um estudo realizado recentemente nos Estados Unidos concluiu que apenas 50% dos meninos e 25% das meninas realizam exercícios físicos rigorosos 3 ou mais vezes por semana. Os meninos são mais ativos do que as meninas, e mostra-se um declínio na atividade física durante a adolescência.
Deve-se firmar como objetivo a prática de exercícios que incluam atividades aeróbicas por no mínimo 30 minutos, 4 vezes por semana, reservando também um tempo adicional para aquecimento e alongamento.
As crianças devem ser expostas a uma ampla variedade de atividades desportivas, para assegurar que elas possam identificar os esportes que melhor se adaptam às suas necessidades, interesses, constituição física e capacidade. Isto tende a aumentar seu êxito e prazer no esporte, reduzindo o número de abandonos.
Assim como na alimentação, os pais são os principais responsáveis por incentivar seus filhos a praticar exercícios regularmente e devem servir de exemplos para as crianças.
Três razões para aumentar a atividade física de seu filho:
1. a falta de exercício é um dos maiores responsáveis pela crescente prevalência da obesidade infantil, e de inúmeros problemas de saúde que ela traz.
2. O exercício fortalece a ossatura da criança para seu desenvolvimento e também para a manutenção na idade adulta. Crianças que participam de atividades como corrida, ginástica, dança, saltos apresentam maior densidade óssea.
3. Crianças ativas têm mais chances de se tornarem adultos sadios, pois irão desenvolver hábitos saudáveis para a vida toda. Se na idade adulta a atividade regular ainda for mantida, eles continuarão com uma melhor saúde e viverão mais do que os indivíduos sedentários.

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